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O lugar continua o mesmo. O espaço, o cheiro, a cor. Cenário de cenas de amor e ódio. Um quarto. Uma zona de conforto. Um campo de guerra. Sorrisos seguidos de lágrimas. Ou o inverso. Sussurros e berros. Céu e inferno. Palavras exageradas que saíam sem porquês e causavam turbulência.
Sou lágrimas. Sou dor. Sou inteira e incompleta. Sou o bom e o ruim, simultaneamente. Sou feliz, mas triste. Sou drama, por completa. Sou impulsiva, estérica, paranóica e louca. Não tenho calma, nem paciência. Sou oitenta por cento defeitos e não tenho certeza dos outros vinte. Sinto às vezes, pena de mim. Não sei ser melhor. Eu já tentei mudar.
Esse quarto tem história. A minha história, talvez a de outro alguém. Não só o quarto, essa casa ou aquela casa, algumas outras casas. Talvez nem fosse amor no início, mas depois virou. E depois que vira não tem como transformar em indiferença, só em ódio ou sofrimento. Na maioria das vezes a ultima opção, e em todos os casos é a que dói mais. E falar de dor é triste e eu odeio sofrer. Mas às vezes é inevitável. (Mayara B.)

Por diversas vezes tentei entender o mundo ao meu redor. As pessoas em especial. Sou uma admiradora de detalhes e acho que eles é o que tornam tudo mais bonito, ou então mais feio. Costumo analisa-los de maneira incansável, até mesmo em um conjunto que se diga apenas o que se vê. Mas são nos detalhes, quase imperceptíveis, que descobrimos a verdadeira essência.
No dicionário diz que essência é aquilo que faz que uma coisa seja o que é; aquilo que constitui a natureza de um objeto, a existência. E existir é viver, ser, estar, permanecer, habitar, entre vários outros sinônimos. O que conta mesmo é o interior disso tudo, o âmago. E se cada um conseguisse enxergar e compreender cada minuciosidade com clareza, provavelmente entenderíamos melhor uns aos outros. E isso é apenas uma questão de percepção e escolha. (Mayara B.)

Serenata

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.

(Cecília Meireles)

"Eu só quero ver as estrelas com você"

Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em como será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente. (John Green)